
Parecia coisa de filme ou videogame.
De repente eu estava passando por situações que nem em meus sonhos mais loucos eu imaginara passar.
Papai abriu a porta de casa desesperado, com uma espingarda enferrujada na mão e mamãe a tiracolo, com bobs no cabelo a lá Dona Florinda.
- Larguem as meninas seus idiotas!!! - bradou papai, correndo em nossa direção cheio de raiva.
- Ok, tio, já tá tudo sob controle! - falou Bru, nossa magnífica protetora.
- Ouvi barulhos lá de dentro e assim que vi vocês pela janela acordei seu pai e viemos correndo - contou mamãe, me abraçando tão forte que quase perdi o ar.
- Agora, nós temos é que chamar a polícia - falei.
- Já chamei, querida - falou mamãe e logo ouvimos o barulho da sirene policial.
O vizinho Joxer ficou olhando abobalhado para nós. Ele ainda tentou fugir, mas papai apontou a espingarda e ele parou rapidinho. O vizinho e o policial foram para a delegacia.
Foi constatado que Joxer tinha realmente problemas de fraqueza mental e ele foi submetido a um rigoroso tratamento. O falso policial foi preso. Ele não tinha nenhum problema, não. Era falta de vergonha na cara mesmo.
Meus pais ficaram bem depois do choque e nos levaram de volta pra Vitória porque, segundo eles, nenhuma de nós tinha condições de dirigir.
Encontramos o maníaco do diário quietinho, com fome e desidratado. Mas não dei queixa dele, não. Ahhh, dele eu até que gostava.
A Bru precisou de uma boa noite de descanso para se recuperar de tudo, mas agora estávamos prestes a entrar de férias e teríamos tempo suficiente para descansar (e também entrar em outras aventuras loucas).
O apartamento ainda fica estranhamente limpo quando eu volto da fazenda. Eu ainda não descobri o que acontece.
E nosso mundo...ah, esse não pára mesmo!
BiA*